Cuidados e riscos do coronavírus para as grávidas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

Os riscos do coronavírus para as grávidas e seus efeitos sobre os bebês tem gerado muitas dúvidas, em razão de ser uma doença nova que ainda está sendo estudada e observada, e que infecta absurdamente milhares de pessoas no mundo diariamente.

A recomendação do Ministério da Saúde é o isolamento social, principalmente para os grupos de risco – que abrangem idosos, diabéticos, asmáticos e hipertensos. E com isso, surge a pergunta: e as grávidas?

Sabemos que mulheres grávidas passam por diversas mudanças hormonais durante o primeiro trimestre de gestação. Isso pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando-as suscetíveis a gripes e resfriados.

Então, para esclarecer as principais dúvidas, o iFraldas conversou com alguns especialistas que revelaram o que se descobriu até o momento, e orientaram as futuras mamães com os cuidados necessários para evitar a contaminação.

Gestantes têm mais chances de pegar coronavírus?

Não. O risco de infecção é o mesmo para qualquer pessoa, pois a maneira de ser infectado não depende da questão imunológica, mas sim do contato com secreções que contenham o vírus. Sendo assim, a grávida tem a mesma chance de se contaminar que qualquer outra pessoa.

Quais os riscos do coronavírus para as grávidas?

Como o sistema imunológico das grávidas tende a ser mais fraco, é possível que elas sejam vulneráveis a desenvolverem quadros clínicos mais graves do coronavírus, como nos casos das gestantes com H1N1, doença que, assim como o coronavírus, tem sintomas semelhantes aos de uma gripe comum.

Mas o que se viu até o momento, é que os riscos do coronavírus para as grávidas parecem ser os mesmos que para o resto da população. Elas não apresentaram sintomas diferentes ou mais graves.

Um outro ponto importante é que ainda não há evidências de que a doença possa aumentar as chances de aborto ou de partos prematuros, assim como também não há nenhuma indicação de que a Covid-19 possa causar defeitos congênitos no feto, como acontece com a zika e outras doenças virais.

Entretanto, por se tratar de um vírus novo, as informações sobre os impactos e os riscos do coronavírus para as grávidas podem ser revistas a partir do surgimento de novas evidências.

A gestante pode transmitir o vírus para o bebê?

Ainda não foi constatado que o coronavírus possa ser transmitido da mãe para o bebê, na chamada “transmissão vertical” (dentro da barriga).

Até o momento, estudos realizados não detectaram a presença do vírus no líquido amniótico, no sangue do cordão umbilical, no leite materno, e nem em coleta de orofaringe de recém-nascido. A amostra é pequena, mas é o que a comunidade científica tem como dados atualmente.

Um artigo publicado pela revista científica “Frontiers in Pediatrics” apresentou um estudo que acompanhou quatro grávidas no Hospital Union de Wuhan, que foi epicentro da epidemia. Nenhum dos bebês desenvolveu os sintomas da Covid-19, sendo que três deles fizeram o teste para o coronavírus e o resultado foi negativo. Uma das mães não autorizou que o exame fosse feito.

Outra publicação, desta vez no jornal científico “The Lancet”, trouxe uma pesquisa com nove grávidas, que também eram de Wuhan, na China. Sete delas tiveram febre. Outros sintomas, como tosse (quatro mulheres), dor de cabeça (três), dor de garganta (duas), e mal-estar (duas) também foram observados. Nenhuma paciente desenvolveu pneumonia grave.

Os nove recém-nascidos nasceram por meio de cesariana, foram testados e todos apresentaram resultado negativo para o coronavírus.

Por outro lado, foi divulgado pelo jornal britânico “The Guardian”, que um bebê testou positivo para o coronavírus, em Londres. Porém, os pesquisadores ainda não sabem dizer se ele foi contaminado durante a gestação ou no parto.

Como evitar a contaminação?

A melhor forma de evitar a contaminação pelo coronavírus, assim como por outros vírus e bactérias, é lavando-se bem as mãos.

Apesar do coronavírus ter um grande potencial de contágio, ele não é tão resistente aos processos de higienização.

Recomenda-se a limpeza, por pelo menos 20 segundos, de toda a superfície das mãos, inclusive embaixo das unhas e entre os dedos. Nos casos em que não é possível fazer isso com frequência, a orientação é aplicar álcool na forma líquida ou gel 70% de concentração, friccionando as mãos.

Os riscos do coronavírus para as grávidas, cartilha sobre como lavar as mãos
Cuidados ao lavar as mãos para diminuir os riscos de contágio do coronavirus

Além disso, deve-se:

  • Manter o isolamento social, ficando em casa
  • Evitar tocar em olhos, nariz e boca, com as mãos não lavadas
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência

No caso das gestantes que estão com exames de rotina marcados, como de sangue e ultrassom, é recomendado que a necessidade real do procedimento seja avaliada junto ao obstetra, para evitar saídas desnecessárias. A assistência durante a gestação deve ser adaptada.

Se a gestante sentir sintomas do coronavírus, o que deve fazer?

Num momento em que o recomendado é o isolamento social, a gestante deve sempre manter contato com o seu médico obstetra sobre sua condição de saúde.

Diante de suspeitas de infecção pelo coronavírus, deve-se entrar em contato com o obstetra para receber orientações para tratar os sintomas, como por exemplo, se tiver febre, a gestante poderá tomar um antitérmico, caso não haja nenhuma contraindicação para sua saúde.

Ir direto para o hospital não é o mais indicado, já que, neste tipo de lugar, há grande circulação de vírus e outras doenças contagiosas.

Como o coronavírus tem sintomas semelhantes aos da gripe, como tosse, febre e dor de garganta, é possível que as pessoas fiquem assustadas e corram logo para o hospital sem necessidade. Por isso, é preciso manter a calma e avaliar os sintomas.

Somente se deve recorrer ao hospital em casos de:

  • falta de ar
  • pressão no peito
  • respiração ofegante, cansaço excessivo
  • mal-estar geral

Ao sair de casa, caso tenha acesso a uma máscara, use-a. Se for levantada suspeita da doença, a gestante será encaminhada ao seu domicílio ou, em casos mais graves, poderá ser internada para tratamento das complicações respiratórias provocadas pelo Covid-19.

Também é necessário se manter afastada de outras pessoas, principalmente, de idosos e pessoas com doenças crônicas, para não correr o risco de transmitir a doença, caso realmente esteja infectada.

Mãe com coronavírus pode amamentar?

Os riscos do coronavírus para as grávidas ainda estão sendo analisados, mas ainda não há evidências de que a Covid-19 seja transmitida pelo leito materno. Apesar de não haver certezas, em outros casos de vírus de gripes e resfriados a amamentação é mantida.

A recomendação é usar máscaras e estar com as mãos higienizadas no momento da amamentação.

Aproveite e leia aqui sobre amamentação e os sintomas da gravidez!

Os recém-nascidos poderão receber visitas?

É natural que todos queiram conhecer o mais novo membro da família. Mas a resposta é não!

Os recém-nascidos não deverão receber visitas nem no hospital, nem em casa. É um momento de ter paciência e saber esperar, pois há um risco real.

Mesmo fora do grupo de risco, gestantes e recém-nascidos devem redobrar os cuidados e manter o isolamento domiciliar.

Mais informações sobre o coronavírus – Covid-19

Por ser uma doença ainda, relativamente, desconhecida, não deixe de acompanhar as atualizações sobre os riscos do coronavírus para as grávidas.

O Ministério da Saúde fornece informações atualizadas sobre o novo coronavírus no portal do ministério.

Veja aqui: https://coronavirus.saude.gov.br/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Tarifas e prazos

Tarifas

No intuito de prestar o melhor serviço para nossos clientes com alta tecnologia e segurança, o iFraldas retém um percentual de 7,99% sobre o valor das fraldas virtuais recebidas. Além disso, se o seu convidado efetuar o pagamento por meio de cartão de crédito, o Pagar.me (intermediadora de pagamento) cobra um percentual de 3,99%, ou, no caso de boleto bancário o valor de R$ 3,80 por boleto pago.

Quando da solicitação do resgate, informamos que não é cobrada taxa para a transferência. No entanto, a partir do segundo resgate, caso ocorra, será cobrada a taxa de 7,90 reais por transferência.

Prazos

O prazo para resgate das transações realizadas por boleto bancário é de 3 dias úteis. O prazo para resgate no caso de transações realizadas por meio de cartão de crédito é de 33 dias corridos. Em ambos os casos, o prazo para o iFraldas realizar a transferência dos valores é de 3 dias úteis, a partir da data de solicitação.