Tipos de Parto: Qual devo escolher?

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Os tipos de parto existentes deixam muitas futuras mamães preocupadas com o momento de dar à luz. Afinal, dentre tantos, qual escolher? Qual o parto melhor para mim e meu pequenino? Qual o tipo de parto nos serve?

São perguntas que passam pela cabeça de qualquer gestante. Você também pensa nisso? E essa questão te persegue insistentemente? Certamente que sim. Mas, não é só com você. Toda futura mamãe sofre com essa dúvida.

Portanto, acabe de vez com isso! Descubra agora mesmo os tipos de parto que existem, os benefícios, complicações e prejuízos, em que situações devem ser empregados, para quem servem.

São perguntas respondidas aqui, para você poder entender os procedimentos, escolher, com seu obstetra, a melhor opção e voltar à serenidade da feliz espera.

Observação importante: todas as imagens deste post, homenageiam projetos fantásticos sobre este momento único da vida das mamães que é o parto. Os projetos citados por aqui são:

@birth_photography, @littleyou_capturedbyalysha, @projetonascer e @marysol_cptbirthphotographer

Todos os tipos de parto precisam de atenção e cuidados

Você sabe que entre os vários tipos de parto há os mais naturais, não é? Porém, independentemente do escolhido, é preciso considerar um fator relevante que é a sua saúde e a de seu bebê. Sem dúvida que isso é o mais importante. 

Portanto, algo que não se deve dispensar é a prevenção e os cuidados do pré-natal. No decorrer da gravidez é preciso investigar e acompanhar a saúde tanto da mãe quanto do filho. 

E nesse caso, um profissional  de Ginecologia e Obstetrícia pode ajudar. Na maior parte das vezes, a escolha do tipo de parto é da mãe. Mas, nem sempre isso é possível. 

Existe sim, o lado pessoal, o emocional e até as histórias de vida, que depõem a favor de determinado tipo de parto.

Mas, também há casos em que fatores de saúde falam mais alto e a mãe precisa se submeter à via cirúrgica, mesmo que não queira. 

Para não haver surpresas desagradáveis, na hora do nascimento, o ideal é conversar com um profissional médico, antes de decidir pelo tipo de parto. Este é um cuidado essencial, que preserva muitas vidas. 

Seja qual for, portanto, o modo que trará seu filho ao mundo, este deverá ser um ato cuidadoso, cheio de atenção e com suporte médico.

Tipos de parto: Duas vias com múltiplos procedimentos

Não fique surpresa quanto a isso, mas, na verdade, a forma de nascer do ser humano se limita a duas vias: a Vaginal, muito conhecida como Parto normal e a Cirúrgica, também chamada Parto Cesárea ou Cesariana.

A via vaginal refere-se à forma de nascimento em que a criança vem ao mundo passando pelo canal vaginal, sem intervenção cirúrgica. 

A via cirúrgica, denominada Parto Cesárea, Parto Cesariano ou Cesariana ocorre quando a criança vem ao mundo por meio de uma cirurgia.

Entretanto, existem variações destes dois tipos, surgindo com o tempo e devido ao aparecimento de novas tecnologias, novas ideias e estratégias. 

Assim sendo, temos outras versões tanto do parto normal, quanto do parto cesárea. São estas diferenças que originam os variados tipos de parto.

Parto Normal

É o parto não cirúrgico, ou seja, o nascimento ocorre por meio do canal vaginal. É o mais recomendado. No entanto, somente é válido quando não há nenhum fator impeditivo, que acarrete problemas de saúde, ou que ponha em risco a vida de mãe e filho. 

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que o parto normal seja sempre privilegiado, e que a cirurgia somente seja empregada se reais complicações comprometerem a saúde da gestante e do bebê. 

O órgão ainda alerta para o percentual de cesarianas adotadas, que não devem ultrapassar o índice de 15%. Apesar disso, somente no Brasil a taxa já alcança 84%.

Mas, por que parto normal? Quais são seus benefícios?

A  OMS (Organização Mundial de Saúde) nos ensina que o parto é um processo fisiológico natural e requer um mínimo de intervenção médica. Segundo a instituição, a cesariana só deve ser empregada em casos de riscos à saúde, e à vida da mulher e seu bebê. 

O parto normal, por ser esse processo fisiológico que é parte da vida do ser humano, contribui com muitos benefícios, tanto para a mãe quanto para a criança. Veja as vantagens e desvantagens que ocorrem naturalmente quando a criança nasce naturalmente.

Parto normal benefícios e riscos para o bebê

 Benefícios que ocorrem imediatamente no decorrer do parto normal:  Riscos e comprometimentos que podem ocorrer:
 
  • Menores chances de ter doenças respiratórias. Na hora da passagem pelo canal vaginal, as contrações impulsionam a expulsão de líquido amniótico que esteja retido nos pulmões; 
  • Fortalecimento do sistema imunológico, devido ao contato com bactérias boas presentes no canal vaginal;
  • Contato mais imediato com a mãe. Pode ser amamentado logo, ao final do parto;
  • Pode ocorrer traumatismo na hora da passagem pelo canal da vagina;

Para as mamães: Quais os benefícios e riscos do parto normal?

 Benefícios  Riscos
  • Rápida recuperação;
  • Menos chance de infecções;
  • Menos tempo do período hospitalar;
  •  Risco de laceração (rasgamento na parte externa da vagina). Nesse caso, se faz necessário dar pontos para fechar;
  •  Pode ocorrer incontinência urinária no pós-parto;
  •  Dor Perineal.
 

Parto Natural

O Parto Natural refere-se a um procedimento em que o nascimento também ocorre por via vaginal, porém, sem nenhuma forma de intervenção

A maior diferença é que nesse caso, a mãe tem voz ativa no processo. Ou seja, ela escolhe não utilizar anestesia, analgésicos, substâncias de condução ou aceleração do parto. 

Nesta modalidade a mãe faz opção por deixar que o corpo decida. Ela se submete aos comandos e sinais de seu organismo. Médicos podem acompanhar, mas não interferem em nada. A não ser que haja risco de vida no decorrer do processo.

Parto Domiciliar

Parto domiciliar dispensa qualquer tipo de ajuda medicamentosa ou instrumental
Créditos da imagem - Instagram @birth_photography

O Parto domiciliar é exatamente o que explica o nome. Trata-se do mesmo procedimento feito no parto natural, porém, realizado em casa, e não em hospitais. 

Neste tipo de parto, a mulher também dispensa qualquer tipo de ajuda instrumental ou medicamentosa. Tudo deve acontecer naturalmente, obedecendo ao ritmo e o tempo do seu ser.

Apesar desta opção pelo natural, não é recomendável a realização de um parto em casa, sem nenhum apoio ou acompanhamento médico. Esse suporte profissional deve estar presente para socorrer, caso aconteça algum imprevisto que ponha as vidas em risco.

As mães que optam por estes dois tipos de parto, tanto o  Natural quanto o Domiciliar, devem estar cientes que haverá dor e desconforto no decorrer do parto. Apesar disso, acredita-se que superam tudo isso em nome da emoção de ver seus filhos vindo ao mundo naturalmente.

Parto na Água

Um tipo de parto relativamente comum, é o parto na água
Créditos da imagem - Instagram @birth_photography

O parto na água é uma versão do parto normal, porém realizado em uma banheira cheia de água morna. A água deve estar a uma temperatura de 36 °C. 

Este tipo de procedimento também requer acompanhamento médico, portanto, o ideal é buscar uma clínica ou hospital que preste o serviço. 

De forma nenhuma, este procedimento deve ser tentado por pessoas sem expertise, que não sejam ginecologistas obstetras capacitados. 

Um processo mal acompanhado e sem os cuidados específicos de uma equipe médica, pode acarretar tragédia, visto que podem ocorrer complicações e até afogamento do bebê.

As vantagens deste parto é que  na água há mais facilidade de circulação do sangue e maior relaxamento muscular. O meio líquido ainda concede melhor dilatação do colo do útero, menos dor e maior bem-estar. 

Para o bebê é ainda mais favorável, e muito menos traumático. Ele não sente, de imediato, o impacto entre o meio uterino e o meio externo, visto que sai do ventre materno e entra em contato direto com a água morna.

Parto de Cócoras

Este parto é também uma versão do parto normal, ou seja, ocorre por via vaginal. Se assemelha ao parto natural porque também dispensa a intervenção clínica. Apesar disso, necessita ser acompanhado por profissionais médicos habilitados. 

Inclusive existem certas condições para que a mulher dê à luz de cócoras. É necessário:

  • Dilatação de 10 cm do colo uterino;
  • O bebê tem que estar posicionado de cabeça para baixo;
  • A criança precisa estar abaixo de 4 quilos;
  • A gestação deve ter ocorrido sem problemas, de forma normal e saudável;
  • O Parto de cócoras tem a vantagem de ser favorecido pela gravidade.

 

Além disso, é mais rápido, devido à posição da mulher. Estar agachada aumenta o relaxamento dos músculos abdominais. 

Parto Humanizado

Na verdade, o parto humanizado não chega a ser um tipo de procedimento. Ele tem mais a ver com a essência e a forma como acontece todo o processo, desde a gestação até o nascimento. É uma escolha que parte da mulher e prioriza suas decisões.

Neste tipo de parto, a grávida é quem dá as cartas. Ela decide onde e como terá o nenê. Durante o pré-natal é conversado com o obstetra qual a posição, se recorrerá ou não à anestesia, se será na água, deitada ou de cócoras, etc.

Sendo assim, o parto humanizado tem mais a ver com a assistência dada à gestante no decorrer de toda a gravidez, até o  momento do nascimento.

Como você pode ver, implica em respeitar a decisão da futura mãe nos vários aspectos, sendo uma proposta de redução de intervenções que possam agredir a naturalidade do processo.

É válido lembrar, que não é dispensável a presença do médico ginecologista obstetra no momento do parto. O suporte deste é fundamental, para impedir que complicações terminem em resultados negativos.

Parto Leboyer

O parte de Leboyer, tecnica inventada pelo francês de mesmo nome, tenta proporcionar as mesmas condições do útero durante o nascimento.
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O Parto Leboyer não é bem um tipo de parto. É um método criado por um médico da França, chamado Frédérik Leboyer.

Neste, evidencia-se o ambiente que cerca o nascimento. O objetivo é que seja o mais similar possível ao ambiente uterino, para que menos impacto seja causado ao bebê. É um procedimento que visa reduzir ao máximo o estresse da criança ao vir ao mundo.

Sendo assim, é realizado em ambiente silencioso, com pouca luminosidade e temperatura baixa, o mais semelhante possível à do útero, ou seja, em espaço mais aquecido.

Após a saída do baby, alguns procedimentos são feitos, como, por exemplo:

  • Estimulo dos pulmões por meio de massagens nas costas do nenê;
  • Cordão umbilical só é cortado depois que cessa a pulsação;
  • Aleitamento imediato;


O parto Leboyer pode ser cesariana ou via vaginal.

Parto com Fórceps

O fórceps é um instrumento obstétrico usado no parto normal. Somente é utilizado em último caso, quando não há outra alternativa para salvar mãe e seu bebê.

Pode ocorrer, na hora final do parto normal, quando o bebê não consegue sair, e este e a mãe entram em estado de exaustão e sofrimento. Nesse caso, o obstetra deve avaliar a situação, e usar o instrumento se for necessário.

Quando este instrumento é usado de modo correto, não causa nenhum prejuízo à cabecinha da criança. Alguns hematomas que, às vezes, aparecem, somem semanas depois do nascimento. Não deixam sequelas.

Parto Cesárea ou Parto Cesariano ou Cesariana

Este é o tipo de parto mais usado no Brasil, apesar das recomendações da OMS para que prevaleça o parto normal. A cesariana somente deveria ser feita em casos de impossibilidade do parto vaginal. Mas, não é bem assim.

Trata-se de um procedimento cirúrgico e isso implica em maior agressão ao organismo, visto que um corte é feito no abdome. O processo necessita de uso de anestesia e requer cuidados pós-operatórios.

Significa que a mulher precisa recuperar-se por longo tempo. Sendo assim, neste período está sujeita à problemas pós-cirúrgicos.

A cesariana é um tipo de parto ao qual somente deve ser recorrido em certos casos como:

  • Complicações de saúde da grávida;
  • Descolamento placentário;
  • Diabetes Gestacional;
  • Bebê em posição inadequada, por exemplo, sentado; 
  • Quando o bebê, por algum motivo, está em sofrimento;
  • Em complicações como, por exemplo, o circular de cordão (quando o cordão umbilical está enrolado no pescoço), etc.

Riscos da Cesariana

Enquanto no bebê podem surgir problemas respiratórios, na mãe os riscos vão além. Esta pode ser prejudicada com o surgimento de infecções, trombose, hemorragia, entre outras complicações.

Portanto, no parto cesariano  os cuidados são redobrados, para não haver problemas para a mãe e seu bebê.  

Estes são os tipos de parto mais praticados. Um deles deve ser o escolhido por você, mamãe. Portanto, lembre-se de que acima de tudo, está a vida de seu nenê e a sua saúde. 

Agora, que você já entendeu como são os tipos de parto, não há motivos para estressar, converse com seu obstetra, decida logo, o que melhor lhe serve. Mas, não deixe de contar para gente qual escolheu, ok? 

Ah, e se gostou das informações, que tal compartilhar? Outras gestantes vão gostar de entender sobre os tipos de parto.

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