Guia da vacinação infantil: as vacinas até os 2 anos

Tabela de conteúdo

Nesses últimos tempos pandêmicos, não tem uma pessoa que não pense em vacinação. Graças às vacinas, voltamos a sair nas ruas, encontrar parentes e amigos, e viver uma vida relativamente normal de novo.

E com a vacinação da Covid-19 em alta, surgiram muitas dúvidas e rumores em relação à imunização de doenças. Como funciona? Podem fazer mal à saúde? E se eu não tomar nenhuma dose?

Por conta dessas questões, decidimos trazer um manual de vacinação infantil. Aqui, você vai encontrar uma lista com todas as doses que você deve dar no seu bebê até os 24 meses, argumentos sobre a importância de manter uma carteira de vacina atualizada e muito mais.

Então, seja você uma mamãe de primeira viagem, ou já esteja com o seu recém-nascido no colo, leia atentamente porque essas informações serão muito úteis

Qual a origem das vacinas?

No final do século XVIII, os médicos e estudiosos começaram a perceber uma coisa muito interessante: as pessoas que trabalhavam com gado no campo não contraiam a varíola, uma doença comum na época.

Assim, em 1789, tentando entender esse fenômeno, o médico britânico começou a perceber que as vacas tinham algumas feridas nas tetas similares às que ocorriam nos humanos quando estavam expostos à doença.

No ano de 1796, Jenner decidiu ir ainda mais profundo nesse estudo e descobriu que mulheres responsáveis pela ordenha, quando exposta à versão da varíola bovina, tinham uma versão menos grave da infecção. Mais tarde, alguns testes realizados provaram o que hoje é óbvio: quando as pessoas são expostas a doses pequenas de determinada doença, é estimulada a produção de anticorpos que ajudam a criar imunidade.

Em 1797, o médico publicou os resultados dessas experiências no tratado “Investigação Sobre a Causa e os Efeitos da Varíola Vacum”, apresentado a Academia de Ciências do Reino Unido.

Os anos passaram, mais estudos foram feitos e testes provaram que os experimentos de Jenner estavam certos. E então, alguns anos mais tarde, o cientista francês Louis Pasteur popularizou as “injeções imunizadoras para prevenir doenças”.

Segundo Pasteur, “quando um bovino já teve carbúnculo e se recuperou, não há micróbio no mundo capaz de atacá-lo novamente. Ele está imunizado. Logo, demonstrei algo que Jenner nunca pôde fazer com a varíola, ou seja, que o micróbio que mata é o mesmo que cura”.

Para refutar os céticos, ele aplicou amostras debilitadas de carbúnculos em 45 ovelhas, duas cabras e alguns bovinos. Após certo tempo, injetou cepas mortíferas de carbúnculo nestes mesmos animais, que não apresentaram nenhum dano grave.

Podemos ver, ainda hoje, as provas que a vacinação salva vidas: durante dois anos de pandemia, mais de 6 milhões de pessoas morreram em decorrência do coronavírus. Após a imunização em massa, os indivíduos testados como positivos apresentam apenas alguns sintomas leves.

O bebê, por ter um sistema imunológico ainda em desenvolvimento, deve se proteger ainda mais. E é por isso que a vacinação infantil é tão fundamental em todo mundo.

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Créditos da Imagem: Freepik.

Qual a importância de manter a vacinação das crianças em dia?

Como os estudos comprovam, a vacina, ao estimular a produção de anticorpos contra vírus e bactérias graves, ajuda a prevenir doenças. Assim, ao se vacinar, a pessoa se protege antes mesmo de ter o contato com o vírus.

A imunização é especialmente importante nos primeiros anos de vida, e uma etapa fundamental para o desenvolvimento saudável de todas as crianças.

E é por isso que manter a carteira de vacina atualizada é obrigatório no Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. E, para aqueles que não cumprirem essa obrigação, pode acarretar penalidades, como a suspensão de benefícios do Bolsa Família.

E os números e estatísticas apenas comprovam a importância da vacinação: o Ministério da Saúde apresentou dados que indicam que a cobertura de vacinas contra doenças que antes assolaram o país, vem sofrendo uma queda significativa.

Além disso, as vacinas são responsáveis pelo aumento de 30 anos na expectativa de vida nas últimas décadas.

Carteira de vacinação completa até os 2 anos

Agora que você já entendeu a importância de vacinar o seu bebê, fique de olho em todas as doses que precisam ser aplicadas em crianças de até dois anos.

Guia da vacinação infantil: Conheça a história da imunização.
Créditos da Imagem: Freepik.

Tuberculose

A vacina BCG é obtida a partir da bactéria viva atenuada, é aplicada sob a pele, de preferência no braço direito. A aplicação dessa injeção acontece ainda na maternidade, após o nascimento. Parece maldade aplicar uma seringa em um recém-nascido tão fofo, mas lembre-se: é para deixar a sua criança mais saudável e forte!

Hepatite B

A segunda injeção da lista de vacinação infantil é a Hepatite B. Esta vacina é indicada para crianças a partir dos 12 meses, adolescentes e adultos. Para crianças de um ano até os 15 anos, é necessário duas doses com 6 meses de intervalo entre elas.

Nenhuma das doses está disponível no setor público, sendo necessário ir aplicá-las em rede privada. As reações mais comuns são dor, vermelhidão e inchaço na área.

Tríplice viral

A tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada na parte superior do braço aos doze meses. Você pode encontrar as doses dessa injeção nas Unidades Básicas de Saúde, assim como nos serviços privados.

Haemophilus Influenzae tipo B

A vacina contra a Haemophilus influenzae tipo B (Hib) ajuda a proteger o seu bebê contra infecções bacterianos decorrentes do Hib, como a pneumonia e a meningite.

As doses devem ser aplicadas aos 2 e 4 meses, ou aos 2, 4 e 5 meses, dependendo da fórmula que é usada. E não se assuste: as reações mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão.

Por fazer parte da rotina de vacinação infantil, essas injeções podem ser encontradas nos postos de saúde e serviços privados.

Poliomielite Oral

A vacina oral poliomielite, também conhecida como VOP, deve ser aplicada a partir dos dois meses de vida, com duas doses adicionais aos 4 e 6 meses, e com reforços aos 15 e 18 meses.

Você pode encontrar as vacinas da VOP nas unidades básicas de saúde durante as campanhas de vacinação.

Rotavírus

A vacinação infantil não tem só injeção, hein! A vacina Rotavírus Pentavalente é feita via oral em três doses — sim, é a vacina das gotinhas!

A primeira deve ser aplicada até três meses de vida, a segunda depois de um intervalo de quatro semanas, e a última até sete meses e vinte e nove dias de vida. Aqui, é muito importante ter atenção às datas e não perder nenhuma dose.

Você pode encontrar a vacina monovalente em postos públicos, e a vacina pentavalente (que protege contra 5 tipos diferentes de vírus) em serviços particulares.

Pneumocócicas conjugadas

Existem duas vacinas diferentes para a pneumocócicas conjugadas: a 10-valente (VPC10), que ajuda a combater cerca de 70% das doenças graves em crianças e 13-valente (VPC13) que previne cerca de 90% das doenças graves.

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIM) recomendam o uso da VPC13, sempre que possível.

As doses da 13-valente devem ser tomadas aos 2, 4 e 6 meses de vida, com uma dose de reforço entre 12 e 15 meses. 

Você pode encontrar todas as doses no Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e em serviços privados.

Meningocócica conjugada quadrivalente (ACWY)

Já a vacina Meningocócica ACWY, encontrada tanto em setores privados como públicos, é indicada aos três meses, com uma segunda dose aos cinco meses.

As reações mais comuns são endurecimento, dor, inchaço e sonolência, mas todos esses sintomas devem desaparecer em até 72 horas após a aplicação da vacina.

Meningocócica B

A injeção Meningocócica B é recomendada para crianças, adolescentes e adultos até 50 anos. No caso das crianças, é necessário tomar a primeira dose aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira aos seis meses. Sendo necessário um reforço entre o 12° e 15° mês de vida.

Por não fazer parte da rotina de vacinação infantil, as doses são encontradas apenas no setor privado.

Influenza (gripe)

A vacina da Influenza, também conhecida como gripe, pode ser tomada dos seis meses até os nove anos, com um intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose.

Entre os principais efeitos colaterais, citamos: perda de fome, irritabilidade, dor de cabeça, vermelhidão, inchaço, dor e mal-estar.

Na rede privada, você encontrará a vacina tetravalente, que protege contra quatro tipos diferentes de vírus. Enquanto na rede pública está disponível apenas a vacina trivalente, protegendo contra três tipos de vírus.

Poliomielite (VIP)

A vacina inativada Poliomielite é trivalente e injetável. Na rotina de vacinação infantil, é necessário aplicar as doses aos dois, quatro e seis meses, com reforços aos quinze e dezoito meses, e aos quatro e cinco anos.

As três primeiras doses da rotina de vacinação podem ser encontradas em Unidades Básicas de Saúde, assim como em sistemas particulares.

Febre amarela

A vacina de febre amarela é indicada para crianças a partir dos nove meses, adolescentes e adultos. Em crianças, deve ser aplicada aos nove meses com uma segunda dose aos quatro anos.

As reações mais comuns são febre, dor de cabeça, dor muscular e vermelhidão. Esses sintomas podem durar de um até dois dias.

Você pode encontrar as duas doses em serviços privados de vacinação credenciadas junto à Anvisa, assim como nas Unidades Básicas de Saúde.

Hepatite A

A vacina da Hepatite A é indicada para crianças de 12 meses até 15 anos, sendo necessário duas doses com seis meses de intervalo entre elas.

Os principais sintomas após a injeção são dor, vermelhidão, inchaço, cansaço, perda de apetite, náuseas e mal-estar. As reações devem passar após 48 horas de aplicação da vacina.

Ambas as doses são encontradas apenas em rede particular.

Varicela

Chegamos à última injeção da carteira de vacinação infantil: a vacina da Varicela. Neste caso, é necessário tomar a primeira dose aos doze meses, e a segunda entre o 14° e 15° mês de vida.

As reações mais comuns são dor, vermelhidão local, erupções avermelhadas na pele e febre. Algumas reações incomuns são infecção do trato respiratório superior, sintomas semelhantes à rinite e sonolência.

No setor público você encontra doses para crianças até sete anos ou pessoas com comorbidade. Já na rede privada, é possível ser vacinado com qualquer idade.

Dúvidas

Qual a diferença entre rotina e campanha de vacinação?

Como você deve ter percebido, existem inúmeras vacinas e doses para serem tomadas ao longo desses primeiros dois anos de vida. E, para que a vacinação infantil seja eficaz, é necessário que as doses sejam aplicadas nas idades recomendadas, ou seja, a vacinação de rotina.

Acontece que também existem as campanhas de vacinação, como, por exemplo, a campanha contra poliomielite e a campanha do idoso — contra a gripe —, que acontecem anualmente.

Assim, além de seguir a vacinação de rotina, é necessário também acompanhar o calendário do Ministério da Saúde para saber sobre as campanhas de vacinação. E, sim, é necessário tomar as vacinas da rotina e da campanha.

Esperamos que você tenha respondido todas as suas dúvidas em relação à vacinação infantil. Você pode acompanhar conteúdos educativos como este seguindo a gente nas redes sociais e acompanhando o nosso blog.

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